Ágora virtual para debater democracia, trabalho, desenvolvimento humano e temas transversais, com foco e interesse preponderante na Pan-Amazônia, Brasil, Pará e Belém. Autorizada a transcrição, total ou parcial, com ou sem crédito, das matérias assinadas pelo titular (copyleft).
Sexta-feira, Abril 30, 2010
Notícias do Caminho - de Hontanas a Boadilla del Camino
Quinta-feira, Abril 29, 2010
Notícias do Caminho - de Burgos a Hontanas
Quarta-feira, Abril 28, 2010
Notícias do Caminho - de San Juan de Ortega a Burgos
Notícias do Caminho - de Belorado a San Juan de Ortega
Segunda-feira, Abril 26, 2010
Notícias do Caminho - de Santo Domingo de La Calzada a Belorado
Domingo, Abril 25, 2010
Noticias do Caminho - de Nájera a Santo Domingo de La Calzada
Resiliente, ajusto minha caminhada de hoje. Vou direto para Santo Domingo e aguardo meus amigos lá. É um esforço para incentivar minha amiga que caminhou dois quilômetros por hora ontem.
Saio de Nájera margeado o Najerilla e atravessando o casco histórico. Reencontro Jan, o golden retriever, que acompanha fielmente seu dono. Eles passaram a noite em um camping, pois sao raros os albergues que aceitam animais (cavalos e burros, quase sempre). O dia está lindo. Sol. Céu azul. Temperatura amena. Meu destino inicial é Azofra, onde chego atravessando verdes trigais e vinhedos sem fim. Em um deles uma solitária picota - algo como um pelourinho - mostra o poder que já existiu nestas terras. As flores amarelas margeiam a estrada de cascalho por muitos quilômetros. Os peregrinos sao pontinhos que se movem na trilha que se perde no infinito. Consigo idenfificar os grupos agora já conhecidos: espanhóis, alemaes, italianos e Jan com seu dono madrilenho. Passo logo por Azofra e em seguida estou em Rioja Alta, um campo de golf que três anos atrás estava em construçao e agora é um símbolo da borbuja inmobiliária espanhola. Três anos atrás havia um frenesi de construçoes aqui. Agora encontro alguns aficcionados no campo de golfe, o restaurante e o supermercado com poucos frequentadores - alguns peregrinos - e muitas casas desocupadas. A crise espanhola é visível. Logo passo por Cirueña, em meio a trigais e cultivos de colza, já com as flores de um amarelo intenso que faz uma bela e inesquecível paisagem dominical. Estamos passando aqui no dia certo e na hora certa. Nos céu azul os avioes deixam rastros brancos. Uma cruz no caminho lembra um peregrino de Málaga que morreu no Caminho.
Em uma quebrada, no meio de um trigal, bem na linha do horizonte, aparece Santo Domingo de La Calzada e nela destacada a impressionante torre da catedral. Os peregrinos estao adiante e atrás, todos com vontade de chegar nesta emblemática cidade. Jan passa por mim calmamente, acompanhando seu dono. Logo estou na Calle Mayor e no albergue.
O albergue - Casa da Cofradia - foi refeito em duas casas ao lado do antigo. Está simplesmente excelente. Os hospitaleros sao alemaes. Guardo as botas e o cajado e confirmo a chegada da mochila de minha amiga. A da portuguesa Olinda também chegou. Aviso minha amiga por telefone. Ela resolveu assistir a missa em Azofra. Pior para ela, pois perdeu a primeira comunhao das crianças na Catedral. O burburinho mistura meninas vestidas de branco imaculado, meninos de ternos brancos e uniformes de marinheiro, pais, maes, avós e tios de terno e com as melhores roupas. O céu azul emoldura uma catedral belíssima. O Parador de 1928 está como sempre esteve. Charmosíssimo.
Resolvo almoçar no Los Arcos, o mesmo onde estive em 2007. Me atende Fred, o equatoriano que me atendeu três anos atrás. A pedida nao poderia ser melhor: chaparrones rojos a riojana, chuletitas de cordero, pao, vinho tinto (o mesmo Senorio de Unuela, mas da safra de 2008, que fez bonito), a 13 euros, gorjeja incluída.
Volto para o albergue para cuidar de lavar as roupas - tem máquinas bem na frente - e aguardar meus amigos, que chegaram cinco e meia da tarde.
Uma bela tarde de domingo em Santo Domingo de La Calzada, onde o galo cantou depois de assado (já contei essa estória três anos atrás aqui mesmo).
Um belo domingo no Caminho.
Notícias do Caminho - de Logroño a Nájera
Lembrarei disso para sempre. Um gesto de delicadeza inesperado para quem está acostumado a rudeza do trânsito urbano, que nao dispensa uma espargida de lama empoçada em dia de chuva. E como chove em Belém. Mas no Caminho tudo muda. O mundo visto a pé é outro mundo. Outra sensibilidade. Agradecerei a esses dois jovens jipeiros para o resto de minha vida o gesto de fidalguia e de polidez. Polidez, relembremos, é a virtude primeira, pela qual chegamos às outras.
Saímos de Logroño por volta de sete da manha. A vela ponte de pedra refletida no rio fazia uma agradável e inesquicível simetria. Lembrei de Puente La Reina. Passamos em frente al albergue e logo pela fonte de peregrinos. As ruas estao sendo lavadas (isso mesmo, lavadas). Atravessamos a cidade inteira e ingressamos no seu belo parque, qeu tem seu ponto culminante no Alto da Grajera (550 m sobre o nível do mar), uma represa onde já encontro pescadores. É a segunda vez que passo aqui e ainda nao consegui ver nenhum deles com um peixe no anzol. Combinei com meus amigos aguardá-los em Navarrete. Um bondoso senhor me acompanha por alguns minutos e me orienta detalhadamente, entre uma baforada e outra do charuto matutino. No final da represa encontro patos selvagens, lindos e nem tao ariscos assim. Os vinhedos da Rioja deixam claro que estamos em terra de bons vinhos.
Reencontro o touro negro que é a marca registrada do jerez Osborne. Araceli e eu nos lembramos sempre dele desde que passamos por aqui em 2007. No alambrado as cruzes feitas com pedaços de madeira estao como há três anos. Passa por mim Manfred, um checo que me acompanha trocando dedos de prosa daqui por diante e reclamando dos preços de Praga (ele vive nos arredores). Uma figura.
Os ateliês cerâmicos nos indicam que estamos chegando a Navarrete, famosa por suas cerâmicas. Reencontro os tinajones, iguais aos que existem até hoje nas províncias orientais de Cuba, e que no passado transportaram vinho e azeite de oliva da Espanha para a ilha. Na entrada de Navarrete encontro as fundaçoes do hospital de peregrinos de San Juan de Acre. Logo estou na cidadezinha e no bar Los Arcos aguardo meus amigos, que caminham devagar. Crianças em uma sacada lembram minhas netas. Atualizo o correio eletrônico e o blog. Nos reencontramos depois de uma da tarde. Caminham muito devagar. Confisco a carteira de cigarros de minha amiga e parto para Ventosa, oito quilômetros mais adiante. Uma escultura homenageia os ceramistas. Uma chaminé tem um ninho de cegonha, certamente o mesmo casal que encontrei em 2007 (cegonhas sao fiéis). Na saída de Navarrete a porta do cemitério é a porta do antigo hospital de peregrinos.
A meio caminho topo com a Cooperativa Vinícola de Sotés, cercada de vinhedos, a marca da paisagem nesta regiao. Em um túnel por baixo da rodovia palavras de ânimo. Aqui o Caminho obrigou as rodovias a construir túneis para os peregrinos, despertando a ira dos ambientalistas que nao aceitam esses arranjos. Antes das três da tarde chego a Ventosa e espero meus amigos. No Ayuntamiento uma pichaçao esculacha o Conselho Regulador local (aqui é terra de vinhos e o Conselho Regulardor decide quem tem ou deixa de ter denominaçao de origem controlada ou qualificada). Fico horas descansando em um albergue privado administrado por voluntárias alemas, com uma bela fonte de água fria na frente.
Cinco da tarde parto para Nájera onde vou esperar meus amigos. A idéia é reencontrá-los no albergue municipal.
Vinte minutos depois das seis passo por Alesón, três quilômetros antes de Nájera. Pouco depois das sete da noite - o sol ainda está alto nesta belíssima primavera - chegou às margens do Rio Najerilla. Com todo respeito, um igarapé. Mas que é respeitado pelos moradores da cidade, que cuidam bem dele. A tarde é belíssima e, como três anos passados, as pessoas estao esparramadas nas suas margens gramadas. Os bares estao lotados neste sábado e chego no albergue a tempo de encontrar cama. Mas a previsao é que meus amigos cheguem por volta de dez da noite e terao que ir para o Hotel San Fernando. Os hospitaleros sao alemaes. Este albergue de Nájera é dos que mais aprecio, pelo seu legítimo espírito jacobeo. A disciplina obriga-me a deixar o cajado e as botas no local apropriado. Arrumo a cama e tomo uma ducha fria (a quantidade de peregrinos faz a áqua quente acabar logo). Miguel (de Barcelona) e Olinda (de Portugal) já chegaram e perguntam por meus amigos. Por telefone oriento meus amigos a procurarem o Hotel San Fernando e vou para o asador El Buen Yantar, o preferido dos peregrinos, merecidamente. Reencontro os amigos que fui fazendo nestes últimos dias e que ainda encontrarei nos próximos. O menu do peregrino do asador é da melhor qualidade: pochas (favas) a la riojana, costilla de cordero a la brasa, pan, vino (Señorio de Uñuela 2009, Temparañillo, Denominación de Origen Calificada Rioja Alta) e tarta de San Marco. Sai por 9,50 euros, com a gorjeta. Valeu a pena. Por telefone meus amigos avisam que estao na entrada da cidade, mas é tarde demais para chegarem ao albergue e terao mesmo que ir ao hotel.
Caminho de volta para o albergue e, disciplinadamente, dez da noite estou no beliche, feliz da vida, para amanha cedo reencontrar os amigos e partir para Santo Domingo de La Calzada.
Sábado, Abril 24, 2010
notícias do Caminho - de Los Arcos a Logroño
A quantidade de peregrinos que se avista sinaliza que o Ano Jacobeo começa a encher o Caminho. A caminho de Sansol contei mais de vinte só olhando rapidamente para diante e para trás. Em Sansol esperei meus amigos em um bar anunciado em um cartaz abaixo de uma marca registrada: Cafés Brasilia. O símbolo é uma mulata que lembra muito Carmen Miranda.
Menos de um quilômetro depois reencontro a Igreja do Santo Sepulcro de Torres del Rio, uma das minhas preferidas do Caminho. Passei aqui em 2007 com Araceli, que fez suas oraçoes matutinas nesta igrejinha octogonal inspirada no Templo de Jerusalém. Fico impressionado com o rendilhado de pedra das lanternas. Nesta igrejinha há o sincretismo do que tem de melhor na engenharia crista com o que há de melhor na engenharia muçulmana. O efeito é deslumbrante. Ela lembra muito a de Santa Maria de Eunate.
Partimos para Viana. No Caminho topo com um trator e uns quatro automóveis. Seus proprietários sao os trabalhadores de um vinhedo que está sendo preparado. Tem muitos vinhedos sendo renovados por aqui. E alguns já foram renovados, pois as parreiras estao fininhas. As parreiras erradicadas formam montes de lenha para o próximo inverno (dizem que é a melhor lenha para lareira). Nos bares estao servindo a safra de 2008, vinhos jovens e agradáveis.
Mas o que quero mesmo é chegar a Viana, a encantadora cidade de Cesar Bórgia. Na entrada encontro um peregrino madrilenho com seu golden retriever Jan, que peregrinam até Santiago. Jan carrega sua raçao em duas pequenas mochilas encangalhadas e nao faz feio. Seu dono inspeciona as patas dele e artem alegremente para Logroño.
Em 2007 passei aqui exatamente na semana em que se celebrava o quinto centenário da morte do fascinante César Bórgia, cardeal, príncipe, guerreiro, libertino e - se nao fosse pouco - filho de Papa (Alexandre VI). Um típico homem do Renascimento. Ele chegou aqui em 1506, fugindo da prisao em Nápoles. O estrépito de sua passagem por aqui - tao perto do Caminho e tao longe do Vaticano... - faz-se ouvir até hoje. Ele está sepultado na Iglesia de Santa Maria, em frente da qual fica o Ayuntamiento, um edifício barroco impressionante. Do quinto centenário de sua morte sobrou um cartaz em uma arcada na entrada do centro histórico. Cesar Bórgia é o personagem histórico mais conhecido de Viana e exemplo bem marcado dessa algaravia cultural que fez do Caminho de Santiago um Itinerário Cultural Europeu por excelência. Nesta cidade medieval cercada de conjuntos habitacionais modernos - a bolha imobiliária daqui nao era só de papel... - a vontade é ficar, mas prefiro passear e acompanhar um grupo de turistas com uma guia e seu megafone. Eles me olham com curiosidade e pedem para fazer fotos. Senhoras e senhores muito simpáticos que vao passar o dia zanzando por aqui e deixando seus euros nesta cidadezinha encantadora e com nome português. Temos muito, mas muito que aprender com os espanhóis em matéria de turismo, religioso inclusive.
Reencontro meus amigos na sidreria Armendáriz, onde resolvemos almoçar. Peço sortido de fritos, chuleta com batatas fritas, pao, vinho tinto (Homenaje, uma denominaçao de origem controlada da Navarra, feito com uvas Tempranillo e Cabernet Sauvignon da safra de 2008 que caiu bem) e pera cozida no vinho, a 12 euros, com gorjeta. Boa relaçao custo/beneficio. É final de dia e marcamos reencontro em Logroño, no albergue municipal.
No caminho vou encontrando cartazes convidando para uma manifestaçao de viticultores em Logroño (Queremos vivir de las uvas!). Saio de Viana por um dos novos conjuntos habitacionais de classe média. O Caminho agora está atapetado de painas que voam como se fossem flocos neve ou plumas de samaúma.
Por volta das seis da tarde cruzo a divisa de Navarra com Rioja e agora estou definitivamente na terra do bom vinho.
Decido nao seguir a variante pelo Observatório de Aves e apresso o passo na trilha que margeia a rodovia barulhenta - pelo menos para os sensíveis ouvidos de um peregrino - atravesso o distrito industrial e perto das sete da noite passo pela casa da Senhora Felisa, cuja filha continua carimbando credenciais e dando informaçoes aos peregrinos. Na frente da casa encontro uma talha sobre o Caminho do Sol, no Brasil. Encantadora Felisa, personagem emblemático do Caminho, que deixou de herança essa missao para sua filha. Logo entro em Logroño por um belo passeio ladeado de ciprestes. Atravesso a velha ponte de pedra quando o sol já se aproxima do horizonte e vou reencontrando os peregrinos. Chego no albergue municipal e os dois últimos lugares foram ocupados naquele instante. Solícita, a hospitalera me indica o albergue particular Puerta de Revellin, da Blanca, e me dá o mapa. Dez minutos mais de caminhada e chego ao albergue, instalado no térreo de um edifìcio novo, construído em torno da antiga Plaza de Toro - a nova, modernosa e coberta, multiuso, fica a esquerda de quem chega pela ponte - e é muito agradável e limpo (Plaza Martinez Flamarique, 4 bajo). Blanca me atende a pede que eu escolha logo as camas e depois volte para carimbar a credencial e pagar (10 euros), no melhor espírito destes albergues que batem com nosso santo. Aviso por telefone meus amigos e vou ao supermercado comprar o lanche e o café da manha seguinte.
Desta vez nao tive tempo de passear na cidade, que é a capital da regiao. Mas amanha cedo vou percorrer a Rua Vieja - onde fica o excelente albergue municipal - e rever a fonte barroca dos peregrinos. Por enquanto me contento em avistar as torres da Iglesia de Santa Maria del Palacio e da catedral de Santa Maria la Redonda.
Às dez e meia da noite Blanca apaga a luz e vamos dormir para amanha encarar o estirao de 30 km até Nájera, se as pernas de minha amiga aguentarem o tranco.
Quinta-feira, Abril 22, 2010
Notícias do Caminho - de Estella a Los Arcos
O café da manha é dado pelo albergue, no melhor espírito jacobeo. Uma pequena multidao lota a cozinha. Mas o temido excesso de peregrinos ainda nao deu as caras neste trecho do Caminho.
Caminhamos pela simpática Estella, de quem me despeço com a saudade de quem tem certeza de voltar um dia.
Loco passamos por Ayegui, dois quilômetros adiante.
Nos mantemos no Caminho que passa por Irache e logo aparece a bodega e o monastério. Desta vez a famoça Fuente del Vino tinha vinho mesmo e todos os peregrinos tomam um pouco, alguns levam garrafinhas e todos tomam fotos. Esta fonte é, com certeza, a mais famosa do Caminho. O monastério parece o Escorial e testemunha o poder da Igreja naqueles tempos medievais. Subimos suavemente com o Montejurra no horizonte, rumo a Ázqueta e seu morador mais famoso, Pablito de Las Varas. Reencontro as peregrinas paranaenses, que passam por nós, agora aliviadas do excesso de peso que despacharam pela Jacotrans para Logroño. Ajudo a ajustar a mochila de uma delas, que ainda nao está, digamos, afinada. Ela já começava a sentir incômodos e ficou aliviada. Marcamos para nos encontrar em Ázqueta, onde chegamos quase juntos. A casa de Pablito já tem peregrinos, em busca de carimbo e de cajados. Foi uma enorme emoçao para mim rever Pablito, de quem ganhei um cajado em 2007 e que está hoje na sala de visitas de minha casa em Belém. Nos abraçamos, nos apresentamos e ele nos mostra orgulhoso as bandeiras brasileiras e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida deixada por brasileiros. Depois das fotos ele nos leva para mostrar a árvore que parece um elefante e uma estela fúnebre que ele recolheu nos arredores. E começa a preparar os cajados de avelano - este ano o estoque dele é de varas finas - de acordo com a altura de cada um, lixando a empunhadora. Depois nos ensina a usar e ajusta nossas mochilas. Nos despedimos com alegria para enfrentar o Caminho até Los Arcos.
Os cajados de Pablito fazem o milagre de nao notarmos a forte subida até Villamayor de Monjardín, onde encontro meu amigo peregrino no albergue paroquial. A irma dele está um pouco atrás. Ele se adianta e marcamos para nos encontrar em Los Arcos. O alberque paroquial é atendido por duas voluntárias alemas, Marta e Elizabeth. Tomamos café com bolacha maria e deixamos donativos.
Na saída terminamos nos afastando do Caminho tradicional e pegando uma variante que nos leva a Urbiola, o que nos aumentou em um ou dois quilômetros o percurso. A prometida chuva começa fininha e vai engrossando, obrigando o uso de poncho. O caminho fica pesado e minha amiga peregrina tem dificuldades para caminhar. Os doze quilômetros até Los Arcos parecem nao acabar nunca. Adiantei-e e encontrei o irmao dela no primeiro albergue de Los Arcos, com os tickets do albergue municipal, por volta das três da tarde. Foram oito horas de caminhada para vencer apenas 20 km.
Nos alojamos e nao encontramos mais restaurantes abertos. Mas em compensaçao reencontro a tortilla que é uma das comidas que mais gosto do Caminho. Coisa simples e boa: batata, ovos e azeite de oliva. Um espetinho e um copo de vinho aplacam a fome até a hora do jantar, que vai ser aqui mesmo no La Gargantúa, na Calle Santa Maria, ao lado da Igreja.
Volto ao albergue e atualizo as mensagens.
Quando a biblioteca do Centro Cultural de Los Arcos abre, uso gratuitamente o computador para fazer este post. Peregrino tem preferência. Mas os jovens dominam as máquinas.
Nao é a toa que o Caminho de Santiago é Itinerário Cultural Europeu.
Notícias do Caminho de Santiago - de Puente La Reina a Estella
Terça-feira, Abril 20, 2010
Notícias do Caminho de Santiago - de Izco a Puente La Reina
Nao somente para Santiago, mas para Finisterre.
Notícias do Caminho de Santiago - de Ruestas a Izco
Notícias do Caminho de Santiago - de Arrés a Ruesta
Segunda-feira, Abril 19, 2010
Notícias do Caminho de Santiago - de Jaca a Arrés
Sexta-feira, Abril 16, 2010
Notícias do Caminho de Santiago - de Somport a Jaca
Caminho pela trilha bem sinalizada, agradecendo a cada seta, a cada marco de madeira, a cada milladoiro - montículos de pedras deixados pelos peregrinos que antecederam na rota - as maos anônimas e solidárias que vao me guiar até Santiado de Compostela e depois até Finisterre.
INFORMAÇOES PARA PEREGRINOS
Bar em Canfranc: La Basilica, de Luis Lobato e Rosemei, mineira de Belo Horizonte.
Restaurante em Jaca: La Paz, Calle Mayor.
Segunda-feira, Abril 12, 2010
Niilismo
O niilismo é fonte tanto de reflexão filosófica, por autores fundamentais como Nietzsche e Heidegger,
quanto de expressão literária, nas obras de Dostoievsky e Kafka. Partindo das obras desses quatro grandes
autores, o seminário tem como objetivo demonstrar a atualidade e a centralidade da noção de niilismo para
os nossos dias, em suas dimensões filosófico-metafísicas e ético-políticas.
Ministrante
Benedito Nunes
Filósofo e escritor. Professor emérito de Filosofia na Universidade Federal do Pará, ensinou literatura e
filosofia em outras universidades do Brasil, da França e dos Estados Unidos. Autor de vários ensaios
literários e filosóficos, recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 1987.
Destinatários
Público em geral
Programa
Módulo I
10 e 11 de abril
24 e 25 de abril
Reflexões filosóficas: Nietzsche e Heidegger
Módulo II
16 e 17 de outubro
30 e 31 de outubro
Expressões literárias: Dostoievsky e Kafka
Das 8h30 às 12h30.
Local: Centro de Cultura e Formação Cristã – CCFC. Br 316, Km 6, Ananindeua - PA
ENTRADA FRANCA
Atenciosamente,
Otacilio Rodrigues Dias (Eventos) – Centro de Cultura e Formação Cristã da Arquidiocese de Belém.
NOTA: Visite o site do CCFC nele você encontrará todas as atividades culturais, de evangelização e formação para 2010: http://www.ccfc.com.br.
Deu no RGE Análise
Domingo, Abril 11, 2010
Abuso
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