Quinta-feira, Maio 12, 2011

Engrenagens que quebram... paradigmas!

Para quem já não aguenta mais esse papo de quebra de paradigma,  recomendo este sítio do Instituto de Engenharia que o meu bom amigo engenheiro mecânico Paulo Mello me indicou.
Vou transcrever parte do texto para aguçar a curiosidade. Se chegar ao fim dele, vai dar vontade de ver o vídeo do Gizmodo. Se ver vai gostar. Se gostar, vai recomendar.

Engrenagens são o estereótipo visual da engenharia – tanto que são frequentemente usadas em emblemas e ícones para descrever empresas e serviços do ramo. Um dos principais motivos é que suas qualidades representam o ideal desta ciência: trata-se de um mecanismo preciso, simples, resistente, relativamente barato e multifuncional. Usado desde um aparato para moer alimentos até mover grandes e complexos sistemas mecânicos, as engrenagens são essenciais em algumas partes do automóvel. 

Até onde eu sei, cada engrenagem precisaria descrever um círculo perfeito para funcionar sem desencaixes ou perdas de sincronia. Mas neste vídeo do Gizmodo, veremos que eu estou completamente errado. 

Quarta-feira, Maio 11, 2011

Patagônia com quem dela entende

A Patagônia argentina é um desses 1000 lugares do mundo que vale a pena conhecer.
E quem quer conhecer e ser atendido por quem dela entende é bom procurar Fernando Lichter, dono da agência Patagonia1click. Ele foi gerente de hotel por catorze anos e os clientes - europeus principalmente - começaram a pedir indicações e sugestões para ele. Logo logo ele deixou de ser gerente para montar uma agência especializada em Patagônia para esses clientes. Crescendo mais um pouco, começou a atender também clientes interessados em outras regiões como Mendoza. Resultado: hoje ele fornece o melhor serviço, praticamente personalizado, para atender essa combinação. Mas é pouco conhecido por brasileiros.
Graças a ele fui muito bem atendido em Calafate e Ushuaia e, claro, em Buenos Aires, onde fica a agência. Ele não faz receptivo para Buenos Aires mas dá o caminho das pedras e dicas de lugares que só os portenhos conhecem. Ele também indica um taxista que além de muito atencioso e conhecedor da cidade - e de sua alma - pratica bons preços e é de confiança.
Para conferir, clique aqui.

Valores de indenizações por danos morais preocupam o Ministro Walmir Oliveira da Costa

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

25/02/2011
Valores das indenizações por danos morais preocupam ministro do TST

Em palestra hoje (25/02) no Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Walmir Oliveira da Costa, que compõe atualmente a Primeira Turma e a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), levantou o debate para que se uniformizem critérios de fixação de valores das indenizações por danos morais. O evento foi basicamente destinado a assessores e assistentes de ministros, que os auxiliam na redação dos votos.

O objetivo do ministro é que esses servidores observem com cuidado a fixação dos valores desse tipo de indenização, inclusive estudando o tema. Uma proposta apresentada pelo ministro Walmir é a formação de um banco de dados das decisões relativas às indenizações por danos morais proferidas no Tribunal Superior do Trabalho. A sugestão é que esse banco seja montado pela Coordenadoria de Jurisprudência, possibilitando, assim, ter uma visão global para o estabelecimento de critérios mais objetivos.

Ao discutir o tema O valor da indenização de danos morais - Uma visão da Jurisprudência do TST, o ministro da Primeira Turma revelou que, ao observar as decisões divulgadas no site de notícias do Tribunal quanto ao tema, pôde observar a discrepância dos valores aplicados em casos de danos semelhantes. A intenção é que, com o estabelecimento de critérios objetivos – e o ministro insistiu no ponto de vista da objetividade -, haja a elaboração de uma jurisprudência que dê mais segurança para, em determinadas situações, possa ser verificado se o valor arbitrado nas instâncias regionais é excessivo ou irrisório.

Por fim, o ministro concluiu, dando um exemplo fictício de indenização por danos morais a um gerente: “Não se está indenizando aqui o prejuízo moral do gerente. Está se indenizando um prejuízo moral objetivamente considerado que qualquer pessoa pode sofrer. Agora, vai se levar em consideração as circunstâncias atenuantes e agravantes, mas não pode haver essa discrepância de valores”.

(Lourdes Tavares)

Veja também a matéria em vídeo:



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Terça-feira, Maio 10, 2011

Miss Brasil, quem diria...

Semana passada encontrei um banner de pouco mais de um metro anunciando o concurso Miss Brasil aqui no Hotel Nacional, em Brasília, atualmente de propriedade da família Canhedo (ex-Vasp).
Hoje, 11 de maio de 2011, voltei ao Hotel Nacional.
O concurso Miss Brasil está acontecendo neste momento, no Salão Azul, com capacidade para 1.800 pessoas.
Mas só vai ser usada menos da metade dele. Coisa para 500 pessoas. E a expectativa do carregador do Hotel é que não passe de 200 pessoas.
Esses números dão a exata medida do que é o hoje concurso, que em outros tempos lotava o Maracanãzinho.
Veja aqui.
Quem diria...

Domingo, Maio 01, 2011

Primeiro de Maio de 2011

Sinceramente, não pensei que fosse viver o bastante pra ver - e ler - um editorial do Estadão desancando as centrais sindicais brasileiras porque transformaram o Primeiro de Maio em uma festança movida a prêmios (de carros) e shows de artistas, tudo pago  - segundo essa fonte - por recursos públicos (contribuição sindical e patrocínios de empresas estatais) e privados (patrocínios de empresas privadas).
A eventização do Primeiro de Maio não é mais novidade. Dez anos atrás um dos próceres - ou, como quer Elio Gaspari, baronete - do movimento sindical, Paulinho (da Força Sindical) fez, pela Folha de São Paulo, a defesa dessa prática, nos seguintes termos:


Embora alguns nos critiquem por distribuir prêmios e oferecer ao povo um grande show com artistas famosos, é esse o principal objetivo do evento: refletir sobre as condições de vida e trabalho dos cidadãos. Sabemos que a maior parte das pessoas que se dirigirão à praça Campo de Bagatelle lá irá para ver seus artistas e concorrer aos prêmios. Não vemos problema nisso (...) Ninguém suporta só ouvir discursos. O sorteio de bens é uma atividade lúdica defensável. Numa democracia incipiente, em que as pessoas comuns fogem do debate político (mesmo votando irrefletidamente em candidatos inadequados), é forma válida para atraí-las. No meio da festa, elas ouvem discursos e podem refletir sobre seu conteúdo.

Dez anos passados, a eventização já foi objeto de estudos acadêmicos - veja um deles aqui -  e  Paulinho não precisa mais defendê-la, passando ao largo do tema no seu artigo publicado na Folha de São Paulo de hoje.
Vai ver que é a tal da modernidade líquida (Zygmunt Bauman) chegando ao movimento sindical.