Ágora virtual para debater democracia, trabalho, desenvolvimento humano e temas transversais, com foco e interesse preponderante na Pan-Amazônia, Brasil, Pará e Belém. Autorizada a transcrição, total ou parcial, com ou sem crédito, das matérias assinadas pelo titular (copyleft).
Sábado, Dezembro 27, 2008
Retumbão
Glorioso
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Estratégia Nacional de Defesa e a Amazônia
A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a defesa. A defesa da Amazônia exige avanço de projeto de desenvolvimento sustentável e passa pelo trinômio monitoramento/controle, mobilidade e presença.
O Brasil será vigilante na reafirmação incondicional de sua soberania sobre a Amazônia brasileira. Repudiará, pela prática de atos de desenvolvimento e de defesa, qualquer tentativa de tutela sobre as suas decisões a respeito de preservação, de desenvolvimento e de defesa da Amazônia. Não permitirá que organizações ou indivíduos sirvam de instrumentos para interesses estrangeiros - políticos ou econômicos - que queiram enfraquecer a soberania brasileira. Quem cuida da Amazônia brasileira, a serviço da humanidade e de si mesmo, é o Brasil.
.................................................................................................................................................................
A defesa da região amazônica será encarada, na atual fase da História, como o foco de concentração das diretrizes resumidas sob o rótulo dos imperativos de monitoramento/controle e de mobilidade. Não exige qualquer exceção a tais diretrizes; reforça as razões para seguí-las. As adaptações necessárias serão as requeridas pela natureza daquele teatro de operações: a intensificação das tecnologias e dos dispositivos de monitoramento a partir do espaço, do ar e da terra; a primazia da transformação da brigada em uma força com atributos tecnológicos e operacionais; os meios logísticos e aéreos para apoiar unidades de fronteira isoladas em áreas remotas, exigentes e vulneráveis; e a formação de um combatente detentor de qualificação e de rusticidade necessárias à proficiência de um combatente de selva.
O desenvolvimento sustentável da região amazônica passará a ser visto, também, como instrumento da defesa nacional: só ele pode consolidar as condições para assegurar a soberania nacional sobre aquela região. Dentro dos planos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, caberá papel primordial à regularização fundiária. Para defender a Amazônia, será preciso tirá-la da condição de insegurança jurídica e de conflito generalizado em que, por conta da falta de solução ao problema da terra, ela se encontra.
................................................................................................................................................................
Os imperativos de flexibilidade e de elasticidade culminam no preparo para uma guerra assimétrica, sobretudo na região amazônica, a ser sustentada contra inimigo de poder militar muito superior, por ação de um país ou de uma coligação de países que insista em contestar, a pretexto de supostos interesses da Humanidade, a incondicional soberania brasileira sobre a sua Amazônia.
Agora o pensamento militar sobre a Amazônia passa a ser o pensamento da Presidência da República, sendo presumível que as políticas e planos dos Ministérios e órgãos vinculados e interessados tenham que seguir essas diretrizes. Afinal, Decreto é de cumprimento obrigatório por todos esses órgãos que, em tese, não poderão rebarbá-lo.
Como quando se trata de Amazônia há sempre uma larga distância entre a intenção e o gesto, é bom esperar para ver se - e como - as coisas vão acontecer.
Amazônia e seu Valor
O VALOR ECONÔMICO DA AMAZÔNIA
Desde o Congresso Internacional para a Proteção da Natureza, realizado em Paris em 1923, que a questão de como medir o valor dos serviços ambientais tem preocupado cientistas e autoridades públicas. Entretanto, muito pouco se avançou política e institucionalmente no assunto deste então, o que deu margem para que o tema passasse a ser visto como esquisitice de visionários ou de desocupados anarquistas.
E não só isso: o raquitismo do debate gerou resultados científicos voltados exclusivamente para o enfrentamento apenas das externalidades negativas de projetos poluidores (toda a legislação brasileira e parte considerável da literatura ainda hoje utilizada nos cursos de economia ambiental se limitam a questões como poluição e degradação de recursos ambientais renováveis); os projetos exaustores, basicamente aqueles que atuam no extrativismo dos recursos naturais não renováveis, sequer foram corretamente positivados em lei ou mesmo adequadamente contabilizados, seja socialmente, seja corporativamente. Alguém aí - e por aqui também - sabe dizer qual é o Produto Interno Bruto da Amazônia Ambientalmente Ajustado, ou simplesmente o nosso “PIB verde”? Sabe informar se este tal de PIB verde é ao menos calculado? E se o for, com que periodicidade – mensal, anual? E para que serve? Alguém aí - e por aqui também - sabe informar qual é o melhor indicador de desenvolvimento economicamente sustentável?
Mas o pior ainda não chegou:
a) Não calculamos o nosso PIB verde e nem mesmo sabemos dizer qual o melhor critério para medir o bem estar social de uma região dependente da extração de recursos naturais finitos: renda (fluxo) ou riqueza (estoque);
b) Qual o valor dos serviços prestados pelos nossos ecosistemas?Aliás, quais são mesmo os nossos ecosistemas? Se já foram mapeados, então como devemos precificá-los?
c) Nossa microeconomia ambiental é razoável, mas não temos uma macroeconomia do meio ambiente. Não distinguimos o particular do coletivo: contemplamos a árvore, mas nada sabemos sobre a floresta. O exemplo clássico vem da atividade mineradora: um projeto pode estar aderente ao texto legal positivado, porém, como não temos nenhum método para precificar o ativo meio-ambiente, existe sempre a possibilidade de que, uma vez exaurida a mina – “o” insumo por excelência mineração – a renda da região venha a desabar! No singular podemos até tentar falar, mas no plural, a nossa gramática é paupérrima!
A lerdeza é grande, pois o Banco Mundial, a OCDE e diversas universidades no mundo inteiro já estão resolvendo estas três questões desde o início dos anos 90: inicialmente através da Contabilidade Econômica Ambiental (EEA - da sigla em inglês) para cada país, feita em 1993; e a partir de 2003 passando a usar uma tecnologia especial da matriz-insumo produto que incorpora o conceito de sustentabilidade: a Contabilidade Econômica Ambientalmente Sustentável (SEEA - da sigla em inglês), cujo principal sub-produto é justamente o cálculo do indicador de sustentabilidade ambiental, a taxa poupança genuína, ou poupança líquida ajustada (PLA).
A PLA é o termômetro do crescimento sustentável, pois mede e precifica o valor dos recursos não renováveis que estão sendo exauridos. No caso da Região Amazônica, a PLA nos diria se a exploração do nosso capital natural (digamos, uma mina) está gerando ou não outros ativos que possam substituir, no futuro, o capital natural consumido hoje, garantindo assim que a renda social da economia dependente da atividade mineradora não venha a desaparecer no amanhã, como na fábula da cigarra e da formiga.
Na questão ambiental amazônica, precificar o ativo meio-ambiente é um imperativo ético de equidade entre gerações de hoje e do futuro, um desafio à nossa capacidade de enfrentar um futuro pouco auspicioso e a melhor alternativa técnica - hoje já disponível - para escapar da maldição dos recursos naturais.
Mário Ramos Ribeiro, Doutor em Economia pela USP, docente da UNAMA e da UFPA, consultor em Economia e Finanças Empresarias.
E-mail: mramosribeiro@uol.com.br
Quinta-feira, Dezembro 18, 2008
Paz
| 18/12/2008, 12:25 - Desembargadores trabalhistas apóiam a caminhada pela paz e segurança |
O Egrégio Tribunal Pleno, em sessão ainda em andamento na manhã de hoje (18), presidida pela desembargadora Francisca Oliveira Formigosa, acolhendo proposição do desembargador Georgenor de Sousa Franco Filho, convida magistrados, servidores e familiares da Justiça Trabalhista da 8ª para aderirem ao movimento de repúdio à violência que assola nosso país, participando da caminhada pela paz, a acontecer no próximo domingo (21), com concentração às 8h30 em frente ao Theatro da Paz, seguindo em direção à Basílica Santuário de Nazaré, para a celebração de uma missa pelo arcebispo de Belém, Dom Orani João Tempesta. |
Quarta-feira, Dezembro 17, 2008
Boas Novas
| 17/12/2008, 13:55 - JT apresenta sistema que aprimora mecanismos de gestão e controle |
O Tribunal Superior do Trabalho apresenta hoje (17), a todos os presidentes e corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho, o Sistema de Gerenciamento de Informações Administrativas e Judiciárias da Justiça do Trabalho, ou “e-Gestão”. Concebido a partir de necessidades constatadas nas atividades da Corregedoria-Geral, o sistema servirá como ferramenta de gerenciamento e planejamento, além de conferir extraordinária transparência a todas as atividades da Justiça do Trabalho. A apresentação será às 16h, por meio de videoconferência, com a participação, no TST, do ministro presidente, Rider Nogueira de Brito, e do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, idealizador do sistema. A proposta do e-Gestão é proporcionar ao TST, à Corregedoria-Geral, aos TRTs, às Corregedorias Regionais e aos magistrados em geral o acesso a informações atualizadas (com defasagem de apenas um dia) sobre a estrutura administrativa e da atividade judicante de primeiro e segundo graus. Externamente, qualquer interessado terá acesso, pela Internet, às informações relativas às Varas do Trabalho e TRTs, como o ranking de produtividade dos juízes, os indicadores de desempenho de cada unidade (carga de trabalho, prazo médio para solução de processos e taxa de congestionamento, por exemplo) e os temas mais discutidos nos processos.
A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TST, em parceria com técnicos de TI dos TRTs da 2ª (SP), da 4ª (RS), da 5ª (BA) e da 9ª (PR) Regiões a pedido do corregedor-geral. Uma das suas motivações foi a dificuldade na preparação das correições, decorrentes da falta de aplicativos específicos de apoio à função correicional – na qual se verificam diversos aspectos da regularidade do funcionamento dos TRTs. As estatísticas, muitas vezes confeccionadas de forma artesanal e manual, nem sempre eram suficientemente consistentes, e não havia a possibilidade de desdobramento rápido dos dados em relatórios específicos, ou de conjugação de diversos dados num só relatório que permitisse, por exemplo, comparar a produtividade de juízes, Varas e Tribunais em relação ao volume de processos, número de servidores e outras variáveis. A disponibilidade desses dados e a facilidade de combiná-los de diversas formas serão de grande utilidade para o planejamento estratégico da Justiça do Trabalho. Com as informações, será possível dimensionar melhor as unidades da Justiça do Trabalho – estabelecendo relações entre a demanda processual e a estrutura administrativa e de pessoal-, diagnosticar pontos problemáticos na função jurisdicional e, a partir daí, facilitar a tomada de decisões. A idéia é, a partir de um quadro bem definido do presente, tomar decisões que produzam os impactos desejados no futuro.
Fonte: Ascom TST |
Juridiquês (3)
Terça-feira, Dezembro 16, 2008
Madoff Scheme
Juros
Busão no Google Mapas
Força
A internet superou a televisão como o meio de comunicação mais consumido na Espanha em 2008, afirma levantamento divulgado nesta sexta-feira (12/12) pela empresa de pesquisa Mediascope.O estudo afirma que na Europa 60% da população se conectam à internet por uma média de 12 horas por semana e que na Espanha o tempo de acesso aumentou em 16% desde 2007.
Segundo a pesquisa, o internauta espanhol fica conectado por uma média semanal de 12,1 horas, enquanto o tempo em que passa diante da televisão é de 11,7 horas.
O tempo em que a população espanhola fica na frente de um computador aumento em 20% desde 2004 e a quantidade de internautas que se conecta diariamente à Web, cerca de 56%, cresceu cinco% desde o ano passado.
A atividade que os espanhóis mais fazem na internet é envio de emails, seguida por buscas e redes sociais. Enquanto isso, na Europa, as buscas ocupam o primeiro lugar, seguidas por email e sites de conteúdo gerado pelos próprios internautas.
O levantamento, porém, afirma que existe um consumo simultâneo de mídias, já que cerca de 23% dos internautas vê televisão enquanto está navegando pela Web e cerca de 21% faz isso enquanto ouve rádio.
Em relação aos dispositivos, cerca de 32% dos espanhóis utiliza o celular para se comunicar via mensagens curtas (SMS), email ou redes sociais, sem necessariamente recorrer a uma conversa.
15/12/2008
Segunda-feira, Dezembro 15, 2008
Greve
11/12/2008 |
|---|
O dissídio coletivo de greve tem natureza declaratória (sobre a abusividade ou legalidade da paralisação) e, eventualmente, condenatória – quando prevê as condições de trabalho a serem observadas na retomada da prestação de serviços, como o pagamento dos dias parados. Mas pedidos de índole cautelar, como o de arresto ou indisponibilidade dos bens da empresa e seus sócios ou o reconhecimento de grupo econômico não correspondem à natureza da causa nem se adaptam a esse tipo de procedimento judicial. Com este fundamento, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, deu provimento a recurso de duas empresas de São Paulo (SP) e extinguiu o processo de dissídio coletivo de greve ajuizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas, Plásticas e Similares de São Paulo e Região. |
É Certo? É Possível?
Conta
Viral
Sexta-feira, Dezembro 12, 2008
Rede e Rizoma
Escola Nacional da Magistratura
Universidade da Espanha fazlançamento virtual de tese de doutorado de juiz brasileiro
(8/12/2008)
A Universidad Carlos III de Madrid publicou, em sua biblioteca digital, a tese de doutorado do juiz José Eduardo de Resende Chaves Júnior, de Belo Horizonte (MG). O título do trabalho, que está redigido em castelhano, é El derecho nómada: un paso hacia el derecho colectivo del trabajo desde el "rizoma" y la "multitud". Mais de 400 downloads da tese já foram feitos.
O trabalho teve orientação de dois renomados catedráticos espanhóis da área de Filosofia do Direito, professor Rafael de Asís Roig, e do Direito do Trabalho, professor Antonio Baylos Grau. Além disso, a tese obteve a qualificação máxima da banca: “sobresaliente, cum laude por unanimidad”.
O estudo trata do trânsito da idéia tradicional de ordenamento jurídico uno, coerente e pleno, para uma concepção que opera os direitos a partir de princípios distintos: multiplicidades, consistência e imanência, ou seja, que troca a pirâmide pela rede. A partir desses supostos, e do novo conceito de “multidão” - que supera idéias clássicas de coletivos como “povo”, “massa” e “proletariado” - o trabalho revisita três institutos chaves do Direito Coletivo do Trabalho: a representação dos trabalhadores, a greve e a negociação coletiva.
A proposta foi levar a cabo uma reflexão crítica sobre a tradição transcendente que costuma informar os estudos sobre Direitos Fundamentais, delineando os aspectos e mecanismos principais que permitam pensar um novo Ordenamento em rede e os institutos chaves do Direito Coletivo do Trabalho, para além dos supostos clássicos.
Para baixar a tese, clique aqui.
Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Sentença
Quinta-feira, Dezembro 04, 2008
Quanto Custa uma Bicotinha?
Processo : 2007.01.1.039400-2
Vara : 601 - PRIMEIRA VARA DE ENTORP. E CONTRAV. PENAIS
AÇÃO PENAL PÚBLICA
PROCESSO N.º: 39400-2/07
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO
Esse é o relato do insólito episódio de RODRIGO RAMOS DE LIMA acusado de tentar dar uma bicotinha no rosto da suposta vítima e, desse modo, "atentar contra o pudor" da distinta.
Conta a pitoresca acusação que no longínquo 20 de fevereiro de 2006, no interior de um veículo do transporte alternativo a moçoila foi surpreendida pelo inopinado beijoqueiro que, de supetão, não tendo resistido aos encantos da donzela, direcionou-lhe a beiçola, tendo como objetivo certo a face alva da passageira que se encontrava a seu lado.
A "vítima", por sinal uma moçona forte, essa teria reagido e rechaçado a inesperada demonstração de intimidade não existente. Posteriormente, quando inquirida em Juízo, terminaria por afirmar que deu um tapa no rosto do sujeito e depois o esmurrou por diversas vezes. Além disso, completaria, quando estava na delegacia teria cravado as unhas no pescoço do rapaz e sacudido para impedir-lhe a fuga.
Enquanto a suposta vítima, uma mulher forte e robusta, relatava para os presentes à audiência o ocorrido e gesticulava, mostrando como havia esgoelado o beijocador, todos os presentes à sala acompanharam entre estupefatos e incrédulos o minucioso relato ilustrado com um toque de sadismo. Ouvindo tais pormenores todos se puseram a pensar em quem teria sido a verdadeira vítima no episódio.
Uma testemunha visual do ocorrido completaria o excêntrico relato das proezas de brio e fecunda valentia da moça que não quis o beijo: "- D... reagiu e 'deu muita porrada no sujeito'".
Ao final dos depoimentos este magistrado não resistiu e, informalmente, perguntou para a "vítima" se o sujeito era bonito: " - Dr. se ele fosse um Reinaldo Gianecchini a reação teria sido outra...", ouvi.
Durante a tramitação do processo, percebendo o quão esdrúxula era a peça acusatória, um representante ministerial chegou a postular pela aplicação ao caso do princípio da insignificância (fls. 58/60). A magistrada que me precedeu, contudo, discordou e remeteu os autos ao Procurador de Justiça que, por sua vez, designou uma comissão composta de três "expertos". Após rebuscada pesquisa, calcada em substanciosos argumentos sobre o que representava o beijo tentado do engenhoso personagem, a tríade lançou o circunstanciado veredicto: " - não é possível o arquivamento com base no princípio da insignificância", " - a aplicação de medida de segurança poderá trazer auxílio à família..."
Assim, em atendimento à manifestação ministerial referida, o feito teve prosseguimento. Até que em alegações finais o promotor de justiça derradeiramente encarregado do caso pugnasse pela absolvição do acusado.
Claro que é quase impossível aferir com exatidão as dezenas de profissionais chamados a intervir no presente processo durante a tramitação processual: policiais civis e militares e outros servidores públicos ligados à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ao Ministério Público Distrito Federal e ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal, tais como analistas e técnicos judiciários, escrivães, oficiais de justiça, diretores e substitutos de cartórios, oficiais de gabinete, executantes, motoristas, seguranças, secretários, garçons, zeladores e faxineiros, eletricistas, digitadores e técnicos em informática, vigilantes e tantos outros que poderiam ampliar imensamente essa lista.
Alguns, talvez os principais desses atores processuais, contudo, ao praticarem atos processuais, deixaram suas assinaturas nos autos do processo, tornando mais fácil a quantificação e enumeração desses sujeitos. Passo a enumerá-los:
" 10 (dez) juízes de direito: fls. 2, 13, 40, 49, 62, 78, 122, 127 e 121, exemplificativamente, além de fl. 35 dos autos em apenso;
" 8 (oito) promotores de justiça: fls. 2, 24, 28, 41v, 60, 64, 82 e 113v, exemplificativamente,;
" 5(cinco) procuradores de justiça: fls. 66, 76 e 80;
" 9 (nove) defensores: fls. 20, 39, 48, 96, 99, 130 e 150, exemplificativamente, e ainda fl. 14 dos autos em apenso;
" 8 (oito) médicos: fl. 18 e também fls. 24, 27, 28, 30 e 31, dos autos em apenso;
" 3(três) delegados de polícia: fls. 6, 45 e 124.
Esses sujeitos processuais anteriormente discriminados perfazem o total de 43 profissionais altamente especializados que ao longo da tramitação do processo, ou seja, de 20/02/2006 até a presente data (interregno de quase três anos, ou, mais precisamente, dois anos, oito meses e treze dias) receberam dos cofres públicos (considerando-se os respectivos décimos terceiros salários) proventos que podem ser estimados pela média em R$ 39.674.666,67 (trinta e nove milhões, seiscentos e setenta e quatro mil, seiscentos e sessenta e seis centavos).
Evidente que tais agentes públicos atuaram concomitantemente em diversos outros casos. No entanto, tal estimativa serve para evidenciar o tamanho do disparate em direcionar essa estrutura leviatânica para apurar a prática de uma bicota, aliás,
uma tentativa de bicota, levada a efeito pelo infeliz acusado.
Evidentemente, estamos desconsiderando outros custos, como aqueles relacionados a gastos de papel, cartuchos para impressão, cartolina, cordonê e outros materiais e suprimentos de escritório, energia elétrica, comunicação telefônica e via correios, combustível, maquinário diverso et cetera.
Por certo, não foi mensurado o inevitável custo do impacto ambiental gerado desde antes da instauração do inquérito até a instauração e encerramento da relação jurídica processual.
Ou seja, estimamos apenas uma parte do custo social envolvido com a tramitação do processo do aspirante a beijoqueiro.
Toda essa movimentação magnânima teria sido feita em nome da suposta e pomposa "importunação ofensiva ao pudor".
Ao final, seria de se perguntar: vale a pena? É esse o mister do Direito Processual Penal do século XXI? Ou deveria esse ramo do direito se voltar a apurar aquelas condutas que atinjam bens jurídicos que realmente mereçam a tutela penal?
Outras perguntas não querem calar: como não ver insignificância, sob a ótica penal, na conduta praticada pelo acusado? O que fazer com o princípio da proporcionalidade, que recomenda correspondência entre as sanções penais e a gravidade das condutas praticadas pelos infratores penais? Como ignorar, por outro lado, que o acusado foi solenemente espancado pela "vítima" após o triste episódio do beijo frustrado e continuou a sê-lo até a chegada à delegacia de polícia?
É evidente que o promotor de justiça que oficiou pelo reconhecimento da insignificância agiu imbuído de bom senso e soube distinguir o fútil e o irrelevante daquilo que é sério, grave e de relevo.
Sensibilidade e discernimento também demonstrou o outro representante do Ministério Público que, em alegações finais, postulou pela absolvição do acusado.
Tais posturas ajudam a depurar e orientar a persecução penal, reservando-a a casos realmente relevantes. Felicitem-se aqueles promotores que voltam o principal de suas atenções e energias para punir autores de crimes de lesa-pátria, que causam prejuízos milionários ao erário, como fraude de licitações públicas, corrupção e sonegação.
Encômios àqueles que questionam, por exemplo, a atitude do Chefe do Executivo local e procuram demonstrar a violação da Constituição e das leis penais praticadas por tal agente ao criar casuisticamente Secretaria de Estado, sem amparo na Lei Orgânica do Distrito Federal, para proteger acusados da prática de graves crimes cometidos contra a Administração Pública.
Elogios àqueles que estão preocupados com a apuração dos crimes cometidos com violência e grave ameaça às vítimas, furtos e estelionatos vultosos, estupros, homicídios e outros similares.
Não que outros casos não possam ser objetos de reflexão. Contudo, a cada situação o tratamento jurídico correspondente deve ser o mais adequado. O Direito Penal e Processual Penal, é óbvio, reserva-se à tutela daqueles bens jurídicos da vida mais relevantes. A hipótese dos autos não está a merecer, ao menos em desfavor do acusado, a atenção da seara penal.
Qualquer controvérsia poderia ser solucionada por meio de outros mecanismos e instrumentos de apaziguamento social.
Aos que sugeriram a aplicação de medida de segurança ao acusado faço lembrar o imorredouro caso de GILDÁSIO MARQUES DE SOUZA, que ao ser absolvido da prática de lesões corporais simples, por sentença datada de 24/10/67, recebeu medida de segurança e terminou por ficar encarcerado em presídios e em manicômios por mais de 36 anos, destituído de dignidade, cidadania e de relações sociais. Dois anos antes de Gildásio ser colocado em liberdade, um laudo foi juntado aos autos da execução da medida de segurança confirmando a "cessação da periculosidade" de Gildásio. Mesmo assim, Gildásio permaneceu enclausurado no Presídio Feminino de Brasília, Capital da República, até que os autos chegaram ao signatário da presente sentença que, indignado com a ignomínia e tomado por opróbrio com tanto descaso e humilhação, cumpriu o dever de extinguir aquela reprimenda vergonhosa de duração ilimitada. Foram trinta e seis anos de esquecimento, angústia, desprezo e perversidade contra o autor de um delito que, à luz da legislação vigente na atualidade, não poderia sequer ser recolhido à prisão...
Percebe-se, assim, o cuidado que se deve ter em aplicar aos acusados da prática de infrações penais a malfadada medida de segurança. Alguém poderia dizer que ao invés de internação poderia ser aplicada ao acusado a medida de segurança na forma de tratamento ambulatorial. Isso não mudaria em nada a impertinência da proposta. Medida de segurança é sempre medida de segurança: tanto a internação pode, circunstancialmente, se converter em tratamento ambulatorial, quanto esta pode se transformar na primeira. E o mais grave é que não há prazo legal para o término da pena infamante. Não consigo enxergar em quê " - a aplicação de medida de segurança poderá trazer auxílio à família..."
Tecidas tais
considerações, nada mais resta senão reconhecer o que deveria ter sido admitido ab initio, RODRIGO RAMOS DE LIMA não praticou crime e por isso o tenho por absolvido. Por fim, faço votos de que não surja um "iluminado" com a "estupenda" idéia de, através de recurso, prorrogar a presente discussão e sangria de recursos públicos financeiros e humanos. Gastos inúteis não se justificam em parte alguma.
Sem custas.
Remeta-se cópia da presente sentença ao Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal para ciência.
Publique-se no Diário da Justiça. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado procedam-se as anotações e comunicações de estilo.
Brasília-DF, 03 de novembro de 2008.
Fábio Martins de Lima
- Juiz de Direito Substituto -
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
Direito Auxiliado por Computador
Plenário virtual: este é um precedente importantíssimo, considerando a inegável liderança que o Supremo Tribunal Federal exerce sobre as demais instâncias do Poder Judiciário. É mais um passo - um passinho, é verdade - rumo a implantação do conceito de Direito Auxiliado por Computador (Computer-aided Law - CAL), antes mesmo que ele seja formulado expressamente na doutrina brasileira. Na verdade, algumas coisas muito boas estão acontecendo nessa área, que só não evoluem mais - e melhor - porque a resistência dos operadores do direito - principalmente dos advgados do Pará - impede que isso aconteça. Leiam a boa notícia (inclusive e até principalmente para os advogados): Supremo altera 'plenário virtual' que discute casos de repercussão |
|
Emolumentos
PENHORA DE IMÓVEL. AVERBAÇÃO. CANCELAMENTO. É dever legal do juízo da execução trabalhista determinar ao serviço registral competente a averbação da penhora de imóvel e condicionar o cancelamento desse mesmo registro ao pagamento dos respectivos emolumentos pelo executado.
Terça-feira, Dezembro 02, 2008
Água na Boca
CONFERÊNCIA Ignacy Sachs analisa a transição para a era das biocivilizações |
Sachs considera esta a terceira grande transição na longa história da co-evolução da espécie humana com a biosfera, depois da revolução neolítica há 12 mil anos, marcada pela domesticação de vegetais e animas, e da era das energias fósseis, iniciada há três séculos. "Convém buscar soluções simultâneas à ameaça de mudanças climáticas deletérias e possivelmente irreversíveis, ao avanço das desigualdades sociais e ao déficit crônico e grave de oportunidades de trabalho decente", alerta o economista. Para que a humanidade tenha êxito na busca dessas soluções, "devemos examinar até onde podemos avançar na construção de biocivilizações modernas, baseadas na captação de energia solar pela fotossíntese e no uso múltiplo de biomassas como alimento humano, ração animal, adubo verde, bioenergias, materiais de construção, fármacos e cosméticos". Segundo Sachs, as vantagens comparativas naturais dos países tropicais devem ser potencializadas pela pesquisa e pela organização social apropriada do processo produtivo: "A pesquisa deve explorar o trinômio biodiversidade—biomassas— Em 2006/2007, Sachs coordenou o ciclo temático "Civilização da Biomassa"; os vídeos dos encontros A GRANDE TRANSIÇÃO — AS BIOCIVILIZAÇÕES DO FUTURO |
... Outra na Ferradura.
Proposta para descentralizar a gestão dos recursos destinados a ONGs tramita no Senado
Publicação: 30/11/2008 11:33 Atualização: 30/11/2008 10:24
O Portal dos Convênios chega num momento em que tramita no Senado proposta para descentralizar a gestão dos recursos destinados a organizações não-governamentais (ONGs). A idéia é patrocinada pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), relator da CPI das ONGs.
Em fase de consulta pública, o anteprojeto de Arruda prevê o “convênio gerencial”, segundo o qual as entidades beneficiadas com verbas da União poderiam aplicar os recursos da forma que melhor entendessem para implementar os programas de governo previstos pelos convênios. Justamente na contramão do que define o sistema criado pelo Ministério do Planejamento, desenhado pelos técnicos daquela pasta sob o argumento de que centralizar a administração do dinheiro em um único ambiente será melhor para controle e fiscalização.
“O importante é saber se as metas previstas estão sendo cumpridas”, disse o senador, em conversa com o Correio. “Quem melhor tem condições de avaliar no que investir e acompanhar a aplicação dos recursos é quem está na ponta, são os próprios municípios. São as prefeituras que podem dizer com vantagem se elas têm capacidade de executar um determinado programa de governo e saber se é preciso firmar parceria com o terceiro setor para que ele seja executado. Portanto, nada melhor que os municípios administrem esses recursos e tomem as decisões”, defende o parlamentar.
Dificuldade
Rogério Santana, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, reconhece que o governo tem dificuldade de fiscalizar. Apenas 10% do dinheiro aplicado via convênios e contratos de repasse têm um controle efetivo. Esse panorama, acredita Santana, mudará a partir do ano que vem, quando espera ter todas as parcerias da União firmadas com estados, municípios e ONGs incluídas no Siconv.
O secretário lembra ainda que o Portal dos Convênios vai eliminar a papelada inútil. “Existem processos que precisam de carrinhos para serem carregados”, comenta. Segundo ele, quem concede o dinheiro, quem executa o serviço e o cidadão comum terão acesso às informações do Siconv. Na internet, será possível acompanhar desde o plano de trabalho até fotografias que mostrem a evolução de uma determinada obra, por exemplo.
Apesar de frisar que o sistema é “necessário” para a garantia de transparência no repasse de verbas federais a estados, municípios e ONGs, o secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antônio Souza da Eira, entende que o momento não é oportuno para a implantação do sistema por causa das eleições. A legislação impede as transferências de recursos por um longo período em ano eleitoral. “Isso apertou o cronograma financeiro do ano. Além disso, há uma massa de prefeitos que perdeu as eleições e não terá estímulo para se adequar ao Siconv. É preciso avaliar o momento”, opina Eira. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa das Caixa Econômica Federal respondeu que a estatal pretende cumprir os prazos de adequação ao sistema previstos pelo governo.
Uma no cravo...
Informativo
Sistema implantado pelo governo para administrar repasses de recursos sofre críticas dos políticos
Fonte: Correio Braziliense Publicação: 30/11/2008 10:54 Atualização: 30/11/2008 10:22
A chiadeira anda solta na Esplanada dos Ministérios. A pasta do Planejamento colocou no ar o Portal dos Convênios (www.convenios.gov.br) para administrar, via internet, os bilhões de reais transferidos pelo governo a estados, municípios e organizações não-governamentais (ONGs) por meio de convênios e contratos de repasse. Incumbido de monitorar o dinheiro, do desembolso à prestação de contas, o sistema vem conquistando uma legião de opositores. Entre os insatisfeitos, há prefeitos, parlamentares e até ministros. E a fila é cada vez maior
O portal pretende reduzir a margem de manobra com a verba federal destinada a obras, serviços ou aquisição de bens — um montante de R$ 35 bilhões somente em 2008. Instituído pelo Decreto nº 6.170/07, o sistema tira de prefeitos e ONGs a liberdade para manipulação de recursos, ao criar uma conta corrente específica para cada convênio em um banco oficial. Acabam os intermediários. Os ministérios pagam diretamente ao executor da obra ou serviço. Os técnicos do Planejamento esperam ainda inibir a ação de lobistas, por causa do cadastro único de fornecedores e de regras padronizadas.
Rogério Santana, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, exemplifica um caso de irregularidade que, segundo ele, deixará de existir com o funcionamento do sistema. “Houve situação de o governo detectar um único CPF inscrito para a pessoa fazer determinado curso de capacitação em três diferentes unidades da federação. O portal elimina essa brecha.”
Essas medidas, no entanto, sofrem resistências, que tendem a aumentar nas próximas semanas com a “dezembrada” — a tradicional corrida de fim de ano de deputados e senadores ao Palácio do Planalto atrás do empenho (reserva de recursos) das emendas apresentadas ao Orçamento. Parte significativa dos repasses do governo, conhecidos como transferências voluntárias, vem das emendas parlamentares. À base de pressão política, os congressistas conseguem empenhá-las mesmo sem um projeto técnico anexado.
O sistema, que também atende pela sigla de Siconv, promete brecar essa prática. Acaba o velho macete de celebrar convênios lastreados por “projetos só de capa” para atender a demandas políticas. “Não há liberação de recursos sem atender aos pré-requisitos definidos pelo Siconv”, diz Rogério Santana
O Correio apurou que um dos ministros do governo Lula insatisfeitos com o sistema é Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), da Integração Nacional. O peemedebista alega ter ouvido muitas reclamações da parte dos prefeitos, que recorrem também a parlamentares. O deputado Afonso Hamm (PP-RS) aprovou na Comissão de Agricultura da Câmara requerimento para que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, seja ouvido sobre o assunto. “A obrigatoriedade de utilização do sistema para a celebração de convênios e contratos de repasse tem gerado insatisfação”, tenta justificar o deputado.
Na Caixa Econômica Federal, estatal terceirizada por vários órgãos da administração federal para cuidar da burocracia desses convênios, os técnicos temem não haver tempo hábil para adequar os processos às exigências do Siconv dentro do exercício financeiro de 2008, que se encerra no fim de dezembro. “Não vai dar tempo. Muita coisa vai ser perder”, diz um graduado servidor da Esplanada, para explicar por que prefere o sistema sem controles.
No Palácio do Planalto, soou o alerta. O ministro José Múcio Monteiro, de Relações Institucionais, já ouviu queixas de parlamentares e prefeitos. Há uma preocupação que a grita interfira na pauta do Congresso Nacional antes do recesso, que inclui a proposta orçamentária de 2009. A pressão dos políticos é para adiar a entrada do sistema em vigor e, assim, garantir um feliz Natal com as verbas públicas neste final de ano.
Seminário de Educação em Direitos Humanos
Segunda-feira, Dezembro 01, 2008
Europeana (2)
Europeana
Uma ótima notícia para começar a semana: foi inaugurada a Europeana, a biblioteca multimídia on line da União Européia, com mais de 2 milhões de obras dos 27 países-membros.
Bruxelas, 20 Nov (Lusa) - A biblioteca multimédia "on-line" da Europa, "Europeana", está acessível desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de 2 milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia.
Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.
Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço www.europeana.eu, a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1.000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.
Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a bibioleta, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos 10 milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".
"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".
Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve 10 milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do "site"