Estratégia Nacional de Defesa e a Amazônia

Foi publicado - cantou, como se diz na caserna -  no Diário Oficial da União o Decreto que aprova a Estratégia Nacional de Defesa.
Impressiona pela transversalidade e abrangência.
Um aperitivo: Estratégia nacional de defesa é inseparável de estratégia nacional de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em ambas, se desperta para a nacionalidade e constrói-se a Nação. Defendido, o Brasil terá como dizer não, quando tiver que dizer não. Terá capacidade para construir seu próprio modelo de desenvolvimento.  
O Decreto foi publicado - por mera coincidência? - no dia seguinte à fala de Chávez que, sem nenhuma sutileza - e falando do boi em cima do couro - rebarbava a liderança do Brasil na América Latina.
A Amazônia é priorizada, mais uma vez, com todos os efes e erres:

A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a defesa. A defesa da Amazônia exige avanço de projeto de desenvolvimento sustentável e passa pelo trinômio monitoramento/controle, mobilidade e presença. 

O Brasil será vigilante na reafirmação incondicional de sua soberania sobre a Amazônia brasileira. Repudiará, pela prática de atos de desenvolvimento e de defesa, qualquer tentativa de tutela sobre as suas decisões a respeito de preservação, de desenvolvimento e de defesa da Amazônia. Não permitirá que organizações ou indivíduos sirvam de instrumentos para interesses estrangeiros - políticos ou econômicos - que queiram enfraquecer a soberania brasileira. Quem cuida da Amazônia brasileira, a serviço da humanidade e de si mesmo, é o Brasil. 

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A defesa da região amazônica será encarada, na atual fase da História, como o foco de concentração das diretrizes resumidas sob o rótulo dos imperativos de monitoramento/controle e de mobilidade. Não exige qualquer exceção a tais diretrizes; reforça as razões para seguí-las. As adaptações necessárias serão as requeridas pela natureza daquele teatro de operações: a intensificação das tecnologias e dos dispositivos de monitoramento a partir do espaço, do ar e da terra; a primazia da transformação da brigada em uma força com atributos tecnológicos e operacionais; os meios logísticos e aéreos para apoiar unidades de fronteira isoladas em áreas remotas, exigentes e vulneráveis; e a formação de um combatente detentor de qualificação e de rusticidade necessárias à proficiência de um combatente de selva. 

O desenvolvimento sustentável da região amazônica passará a ser visto, também, como instrumento da defesa nacional: só ele pode consolidar as condições para assegurar a soberania nacional sobre aquela região. Dentro dos planos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, caberá papel primordial à regularização fundiária. Para defender a Amazônia, será preciso tirá-la da condição de insegurança jurídica e de conflito generalizado em que, por conta da falta de solução ao problema da terra, ela se encontra. 

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Os imperativos de flexibilidade e de elasticidade culminam no preparo para uma guerra assimétrica, sobretudo na região amazônica, a ser sustentada contra inimigo de poder militar muito superior, por ação de um país ou de uma coligação de países que insista em contestar, a pretexto de supostos interesses da Humanidade, a incondicional soberania brasileira sobre a sua Amazônia. 

Agora o pensamento militar sobre a Amazônia passa a ser o pensamento da Presidência da República, sendo presumível que as políticas e planos dos Ministérios e órgãos vinculados e interessados tenham que seguir essas diretrizes. Afinal, Decreto é de cumprimento obrigatório por todos esses órgãos que, em tese, não poderão rebarbá-lo. 

Como quando se trata de Amazônia há sempre uma larga distância entre a intenção e o gesto, é bom esperar para ver se - e como - as coisas vão acontecer.

Comentários

Bia disse…
Bom dia, caro amigo:

quando se trata de Amazônia, além da distãncia entre o discurso e o ato, há um cinismo preocupante. No mesmo momento em que esse discurso se abate sobre nós...rsrsrs...o orçamento aprovado para 2009 contingencia 1 bilhão e 700 mil dos 3,7 bilhões destinados ao Meio Ambiente.

Quem sabe nós - ou eu, especialmente - é que tenhamos que reciclar nossos conceitos. Quem sabe a questão fundiária, que eles dizem priorizar, nada tenha a ver com a questão ambiental, né? Quem sabe eles estão só falando da Amazonia...peruana!

Renovo meu desejo de um Natal em paz, para você e Araceli.

Beijos.
Lafayette disse…
Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
Anônimo disse…
Feliz Natal e Feliz 2009!!!
Um Ano Novo repleto das graças de Deus!!!
Feliz 2009!!!

Juliann Lennon
JOSÉ DE ALENCAR disse…
Amiga e amigos.

Obrigado.

Felicidades para vocês, hoje, agora e sempre.
Um ótimo Ano Novo.
Anônimo disse…
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