A crise no Rio e o pastiche midiático (2)

Passei o final da semana passada e o início desta semana no Rio de Janeiro, quando estava iniciando mais uma de suas crises cíclicas. Aperreado, só pude acompanhar o noticiário a noite, quando chegava em casa. Assistia o Jornal Nacional e os programas da Globo News. Pela manhã ouvia a CBN no carro. E do que eu via e ouvia concluía que o Estado e o Governo fracassavam. Mas nos programas da Rede Globo se dizia o contrário. Por algumas horas duvidei da minha inteligência, pois todos da Rede Globo diziam que as forças do bem venceram as do mal. Até que o post    "A crise no Rio e o pastiche midiático", no blog do Luiz Eduardo Soares, colocou a Globo e a mídia convencional inteira no seu devido lugar. Não sou o idiota que estava parecendo ao não acreditar que fracasso é sucesso só porque os programas da Rede Globo e a mídia convencional dizem que fracasso é sucesso.
Mas como tenho interesse cidadão na superação definitiva da crise do Rio de Janeiro, dou uma modesta contribuição para as autoridades: leiam com atenção a ISO 31000 e, depois de assim lida com atenção, considerem a possibilidade de aplicar suas diretrizes na gestão de risco no Estado do Rio. Mas essa sugestão vale também para os demais Estados e para o Brasil inteiro. Melhor ainda, como a ISO 31000 é um padrão mundial, a sugestão vale para o mundo inteiro.
Nossas autoridades não podem alegar ignorância pois Brasil, Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, Canadá, Australia e Nova Zelândia, votaram favoravelmente e aprovaram o o texto final desse padrão internacional.

Comentários

Marise Morbach disse…
Muito boas as respostas para o pastiche midiático, esse cara é fera, conhece muito o cotidiano e os caminhos da criminalidade no RJ, isso sem falar que ele é um grande especialista sobres as corporações militares; e o melhor: tá de saco cheio do ramirami da imprensa carioca. Valeu a postagem Alencar; grande abraço em você e na Araceli.
JOSÉ DE ALENCAR disse…
Caríssima Marise,

Muito obrigado pela leitura e pelo comentário.
E pelos abraços.
Agradeço também pela Araceli.
Hilda disse…
É curioso que um ex-subsecretário da Segurança Pública estadual, que deixou o cargo com pouco tempo de exercício, saindo com a fama de incompetente, venha agora fazer pouco caso do belo trabalho planejado e executado pelas polícias do estado. Entende-se, entretanto, os prejuízos que os bons resultados das operações nos Complexos da Vila Cruzeiro e Alemão causaram a este "policiólogo". Se fosse o contrário, com violência e muitas mortes, um banho de sangue, quantas entrevistas dadas, quantas conferências pagas a serem pronunciadas, quanta repercussão nacional e internacional ele procuraria obter em cima do sofrimento. "Policiólogos", profissão que não existe, são assim mesmo: para eles o bom funcionamento da polícia não interessa, senão acabam perdendo a "função". (Alguém já viu um "policiólogo" clamar pela boa formação do policial, bons ordenados, bom apoio logístico, efetivos suficientes para atendimento à população etc etc etc?)

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