Queda e coice

Agora os chineses querem redução no preço do minério de ferro.
O risco é o que antes parecia uma ferrovia plana, imensa e tranquila ficar agora parecida com uma montanha-russa.
Na descendente.
Não são só os olhinhos dos compradores que vão ficar apertados.
Vejam abaixo a notícia quase fresca, do Shangai Securities News (e da Reuters, que sabe das coisas).

Siderúrgicas da China querem corte de 40% no preço do minério

As siderúrgicas da China vão pedir um corte de cerca de 40% no preço do minério de ferro do Brasil e da Austrália com entrega a partir de abril, publicou nesta sexta-feira o jornal oficial Shangai Securities News. 

"O essencial para as siderúrgicas chinesas é que os preços do minério de ferro recuem para os níveis entre 2007 e 2008, o que significa que as mineradoras brasileiras precisam cortar o preço em pelo menos 39% e as australianas em pelo menos 45%", publicou o jornal citando fontes que não foram identificadas. 

A indústria siderúrgica global sofreu uma reviravolta em 2008, com uma forte e inesperada queda na demanda no final do ano. 

Isso abriu caminho para que as siderúrgicas pedissem preços muito mais baixos pelo minério, que havia subido nos anos anteriores devido à forte demanda, principalmente na China. 


Fonte: Reuters
09/01/2009

Comentários

Anônimo disse…
Caro Alencar ,
Lí revistas e revistas deslumbradas com a "força" da Vale , dos Gerdau e Steinbruch ao "imporem" ano retrasado ao mercado internacional aumentos de preços em torno de 40% , amplamente aceito.Eu na minha estupidez nunca entendí nem mesmo levando em conta a tal de lei de mercado , já que o "mal" é abundante é só uma questão de tempo e lugar na exploração.Espero que essas mesmas revistas e revistas (digo assim pois foi de esquerda à direita) revejam seus conceitos e não interpretem commodities , como ações em bolsa estimuladas por "janotinhas" ditos economistas , chega!!!!
abraços
Tadeu
JOSÉ DE ALENCAR disse…
Obrigado, Tadeu, pelo comentário.
Que vale por um por um cruzado - de esquerda, claro - no queixo desses uns e outras.
O ruim dessa coisa toda, para nós, paraenses, é que o Estado - e sua gente - não ganhava nada ou ganhava pouco quando as vacas pareciam gordas, mas agora vai perder com a magreza que se avizinha.
Nosso padrão extrativista não muda, mas piora em cem anos.
Em matéria de acumulação, prefiro a da borracha, que pelo menos produziu obras suntuárias como o Teatro da Paz e o Teatro Amazonas, que podem ser pelo menos vistos por quem passa. Na acumulação atual nem isso tivemos, pois tudo virou dividendos para os acionistas ou gadgets voadores para altos executivos.
Mas, tem quem gosto disso e não pense como nós.
Respeito, mas acho que é uma escolha errada.
Anônimo disse…
Ou seja, mais demissões a caminho.

A Vale, não é a culpada, pelas mazelas do estado Pará, pelo contrario, ela é geradora de riquezas, imaginem se ela ainda fosse uma empresa estatal??? como seria???
JOSÉ DE ALENCAR disse…
Anônimo das 6:36.

Gera ou extrai riquezas?
Se ela fosse estatal?
Um palpite: continuaria dando lucros. Como a PETROBRAS e o Banco do Brasil. Com a diferença que a porção maior dos dividendos iria para o acionista controlador, a União.
Anônimo disse…
Alencar ,
Viajei , estive fora e só voltei agora , obrigado pela apreciação e concordo com tua observação sobre as mazelas do nosso modelo extrativista ainda mais se lembrarmos as isenções fiscais concedidas desde os tempos da AMSA-Amazonia Mineração até a mau explicada saída dos minérios pelo porto de Itaqui no Maranhão . Ouso lembrar que se valesse o princípio federativo dos USA por exemplo o Pará seria um Texas , sabia anônimo das 06:36????
Fico também com a borracha que além dos teatros ; implantou belas ferrovias e trouxe meu avô alemão pra Belém , rsrsrs
Abraços
Tadeu
JOSÉ DE ALENCAR disse…
Meu caro Tadeu,

Muito obrigado pelo certeiro comentário.
Vejo que a bonanza cauchera foi boa para você também por esse ótimo motivo familiar.

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